quinta-feira, 31 de julho de 2008

E lembras-me tu, João Diogo, na árdua e sábia tarefa diária. O carinho que emanava de qualquer fruto, a salada tão tenra que com o teu canivete lhe conferias contornos de sabor inigualável, a batata que procurava o bacalhau para se aninhar em simbiose perfeita...e deliciávamo-nos. É esse dom de despertar na natureza, qualquer uma, a doçura dos teus olhos, cinza de luz que se esbate no rosto de quem tem sede...és o meu avô.

3 comentários:

disse...

Os dons da Natureza... os avós marcam-nos no tempo, no movimento interno das emoções. Deixam-nos essa herança preciosa: apreciarmos os gestos e as coisas simples da Vida!
Gostei!!!

Pereira da Silva disse...

...ah meu amor...não sei porque teimas em fazer pequeno um coração tão grande...que quando se desdobra e se abre se revela em raízes tão perfeitas...como fecunda é a terra em que bebem água tão pura. Deixo-te duas lágrimas por pessoas que só conheço pelo que dixaram em ti...faz delas o que quiseres

Unknown disse...

...estou contigo...um beijo terno...teu irmao