domingo, 14 de dezembro de 2008

Partilha







Partilha...tilia...partida...tortilha...

...ilha...sorria...par...lar...amar...sarar...sonhar...moldar...acordar...dançar...

...partilha do mesmo e do diferente, do aqui e do acolá, do agora e do depois.

Partilha, num saber dar e num saber receber...

...a subir escadas, fala-se de partilha, e aí no degrau que nivela o entendimento do que se diz e do que se ouve, simplesmente se caminha...

...Partilha.




quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Desenvolvimento sustentável...um "draftzinho"

Qualquer organização, em abstracto, envolve sempre a assunção de um compromisso, tornando-se este, a palavra-chave quando falamos de qualquer coisa que desejamos ser sustentável. E uma organização não tem de ser, necessariamente, uma empresa, como sabem.
Mas falemos delas…sim, das empresas, também era um bocado aversa a este “enquadramento”, mas eduquei-me para perceber que são elas que nos proporcionam serviços indispensáveis.
As empresas fornecem bens e serviços à população. Falar de empresas é comummente percebido por gerir riqueza, fazer negócio, é, em suma, obter poder económico. Há como que uma distância enorme entre o empresário e o consumidor. E será mesmo assim? É, e apesar de se estar imbuído deste pensamento, verifica-se que, cada vez mais, estes “extremos” se aproximam, fruto de uma gradual paideia, que é desejável que se instale definitivamente. Não obstante, esta alteração de mentalidade, comportamento e cultura não surge de um dia para o outro, apesar de já se terem dado os primeiros passos. Senão vejamos: apesar de estarmos numa sociedade civil parca em recursos interpretativos, percebe-se que grande parte já não se acomoda e tenta desempenhar um papel mais activo, como implicado, como stakeholder que é, em todo o sistema produtivo. E esta acomodação também começa a desaparecer em muitas empresas onde predominava a visão exclusiva do lucro. É naturalmente impróprio que não se exclua desta observação todos aqueles que em quaisquer circunstâncias já assumiram o compromisso: um compromisso consigo próprios, com os outros e com a Terra.
Somos todos convocados a olhar para este compromisso que é transversal à sociedade, à economia, ao ambiente. Já existem sinais mais do que evidentes para começar a contrariar essa tendência, cuja continuação levaria à ultrapassagem da resiliência de qualquer material humano/ambiental; o tão usual stress nas pessoas não reflecte senão essa meta que foi ultrapassada.
E a Terra, também ela poderá entrar em stress? Claro que sim! Mas o nosso egocentrismo, também ele terá de ser redireccionado…geocentrismo.

São os países desenvolvidos que estarão nesta linha de batalha; os países subdesenvolvidos têm outras preocupações, sobejas e infelizmente diferentes.

Quando se fala hoje de Desenvolvimento Sustentável (DS), ouve-se com bastante frequência tratar-se de uma moda. Foi em 1971 que se abordou, pela primeira vez, esta noção. Entre o século XIX e o século XX, a população quadruplicou e os recursos naturais não aumentaram. O desenvolvimento económico crescia, negligenciando o início do esgotamento dos recursos naturais. E é efectivamente, no Relatório de Brundtland – O Nosso Futuro Comum (ONU, 1987) que se diz acerca do DS como sendo “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.”.
É dever de todos zelar pelo que herdámos e deixá-lo nas melhores condições para as gerações vindouras. Não se trata, com efeito, de uma moda, mas de um compromisso que envolve pessoas e processos.
O ar que respiramos não se compadece com a exclusividade nem com a rivalidade, como outro bem qualquer de que somos detentores em nossa casa.
Qual o contributo que cada um está disposto a dar para um melhor ambiente? Qual o preço? Qual o benefício?
A reciclagem, por si só, já não faz a diferença. Há necessidade de adoptar outros comportamentos.
A missão não é a utopia de anular definitivamente a poluição, isso até seria nefasto, mas diminuir substancialmente, a sua produção.
Qualquer produto que adquirimos tem um ciclo de vida, desde a sua concepção até à sua extinção. E nós temos que nos habituar a esse olhar faseado, que num instante, se torna num hábito saudável agora e para o futuro. Ainda acerca do produto, teremos ou não de saber em que condições foi feito (se por mão de obra infantil ou não), se a sua produção provocou algum impacte nefasto na natureza (externalidade negativa) e se no fim do seu ciclo de vida, no produto ainda estão asseguradas as condições da sua extinção, em termos ambientais. Toda e qualquer empresa deverá assumir o compromisso de internalizar as externalidades, ou seja, terá que assumir os custos dos impactos negativos que provocar no exterior. Aqui as empresas têm de se aperfeiçoar, ou seja, têm que diminuir os custos de controlo de poluição para não perderem competitividade e manterem-se no mercado. Há, contudo, para além destas, práticas empresariais que provocam externalidades positivas; veja-se o exemplo de criação de creches junto dos postos de trabalho; o raciocínio aqui é simples e sensato, mães ou pais trabalhadores estarão seguramente mais motivados se os seus filhos estiverem bem. Inovações como esta parecem-nos tiradas da cartola. É pura responsabilidade social, ética empresarial, aquilo que se identifica com o sustentável numa perspectiva visionária.
Anteriormente falámos dos países subdesenvolvidos, e aqui mais uma vez, estas práticas não resultam da caridade, misericórdia ou filantropia, antes estão na linha do desenvolvimento sustentável. Empresa que esteja nesta rota, assume o compromisso permanente de só querer e só poder mesmo evoluir.
E os custos que isso implica? Ainda nos interrogamos muito acerca de um tema que não tem sentido. A questão tem de ser reformulada em termos de custos e benefícios. O caso das Mães de Bangladesh é testemunho vivo que os seres humanos, com muito pouco (neste caso micro crédito/empresa Danonne) erguem auto-estima e o desenvolvimento decorre naturalmente.

Este compromisso nutre-se do contributo de todos, e para isso, a visão holística só se consegue com o contributo de todas as disciplinas, no fundo, com a epistéme.

(contínuo)

Tautologia, ou não!

http://chapeuhamuito.blogspot.com

Coisas que já viram por aqui e novidades.
Passa a ser este o espaço adequado para estas coisas.

Até lá

domingo, 16 de novembro de 2008

LOJA VIRTUAL

A tua medida, cor, forma, textura... a tua peça...
POR AQUI...


"VOLTA DE TERNURA"


UMA QUESTÃO DE COR




"AMORES AO PEITO"











"SÁBIO"


"DOURADA"


"Romântica"


"Alucinado"


Idiossincrasias Urbanas

Chapéus, alfinetes de peito, bolsas, golas e outros que a criatividade proporcione!!! Dispõe...ousa...goza!

domingo, 12 de outubro de 2008

Sobejamente Sentido

A bela época, que é a vida, mistério, dádiva, bem; infinitamente esculpimo-nos, enculturamo-nos, sem hipótese de desintegrar esta mensagem; persegue-nos (companhia ideal!) na nossa “gestação”. Digo desta forma, acerca da gestação_permanente_ há coisas que são da epiderme; epiderme de adoração a esse lar, lugar, luar/aí sentimo-nos bem.

Más disposições de mãe, pai, sobejamente irrelevantes, aí já existe elo, logo cumplicidade, e daí? Está-se, irredutivelmente, em tudo e isso é prenhe de bem-estar.
Bem, não volto ao útero, mas fora dele…hum, aprazível para quem gere, nutre em si, optimismo!

Optimismo_estar pleno? Nem sempre, nem os mais “loucos”, pensam, reflectem, mas jus aos “loucos”. E aqueles outros que não se afortunaram desta maravilhosa singular “quietude”, navegam noutros mares, tentativas de encontros com marés, que per si, revoltas e serenas, preconizam desafios para quem os apanhar!
Apanhar, sem simpatia…esta não me apraz, mas conquista, mérito, já me diz da rés.

…há que me perdoar, sem drama, mas pela necessidade, motor de desconstrução para edificar aquilo que em plano está desde a génese.

Tintas, retoques de saber integrado, assumido e filiado num querer que se agita por toda uma eternidade.
Sem lágrima que me inunde, sem mágoa de traço senão aquele que compreendo ser semente com mestria para significação.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O que se pode tatuar...


...e daí, outra possibilidade: a tua cara!!!...ahahahah
mano!

Amigo índio


"Antes de criticares alguém, dá duas voltas à Lua com os teus mocassins". (Provérbio do Índio Americano)




E és a personificação deste provérbio...para além desse teu ar de índio, governas-te com este código que enleva aquele que olha no teu olho e encontra a serena morada.


Boa viagem, meu amigo... Joca

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Preâmbulo


Garboso este cavalo;
garboso este gesto entre risos, alegria, comunicação, pensamento...
galopar...é este o ritmo necessário;
pelo salto, se fixa a liberdade de querer ser;
trotear que consolida e impulsiona para galopar de novo...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

E lembras-me tu, João Diogo, na árdua e sábia tarefa diária. O carinho que emanava de qualquer fruto, a salada tão tenra que com o teu canivete lhe conferias contornos de sabor inigualável, a batata que procurava o bacalhau para se aninhar em simbiose perfeita...e deliciávamo-nos. É esse dom de despertar na natureza, qualquer uma, a doçura dos teus olhos, cinza de luz que se esbate no rosto de quem tem sede...és o meu avô.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O medo do insucesso

A vida não é só feita de sucessos. Então porque não nos ensinam, desde logo, a lidar com esta amarga instância humana? Sim, acredito mesmo que, trazendo à discussão esta problemática, reflectindo acerca dela, poder-se-ía começar a percorrer um caminho mais verdadeiro.
Chamo a “verdade” para esta reflexão, pois parece-me que anda de passo desacertado com aquilo a que estamos habituados a apreciar entre os humanos, que é a aparência do sucesso.
Subscrevo essa clarividente definição de Yourcenar - “a Verdade, essa linha ascendente” – que é afirmação que gosto de pensar em simultâneo com uma outra, - “é difícil viver na verdade”. Será que é esta não assumpção da verdadeira realidade, o insucesso existe, que é impeditiva de assumirmos que, mesmo falhando, estamos num percurso, de que o erro é etapa, que nos é próprio, que é humano e que nos permite essa ascensão tão desejada?
E começo por falar da família, essa primeira célula onde tudo começa: todo o progenitor gosta que o seu filho tenha sucesso, e porque transmitir o amor que se sente, por vezes, pode ser extremamente complicado, então aí está o pai ou a mãe numa eterna afirmação: “Tens que ter boas notas, tens que ser bom jogador, tens que ser bom menino, tens que ser boa menina”, esquecendo muitas vezes o entendimento e a compreensão que estes pequenos solicitam.
Na escola, outro factor importante da socialização: aqui a azáfama gira sobretudo em torno da preocupação cega de se atingir competências, deve dominar isto, deve dominar aquilo, e são inexistentes (há que cumprir um programa) os “espaços de aula” para a discussão de ideias, que combateriam em tantos casos o medo de errar, impulsionando à participação e discussão.
No meio profissional, a corrida é desenfreada para se atingir um topo. E aqui porque não fomos habituados a lidar com o insucesso, as amarguras agudizam-se e na aparência, dirigimo-nos para o verosímil.
Acredito que devessemos assumir espaços de integração dos insucessos; se toleramos que em determinadas situações, normalmente privadas, por tentativa e erro podemos chegar à compreensão e resolução de determinadas tarefas, porque não trazer a público de uma vez por todas esta prática, assumindo-a mesmo como um hábito integrador da complexidade humana, para em conjunto e em prol do bem comum embarcarmos nessa “linha ascendente”?
E não será da nossa responsabilidade o facto de fazermos com que a vida tenha sentido, para nós e para os outros, como co-extensão desse mesmo sentido que desejamos para nós, sem nos enredarmos em permanentes lamúrias e desgostos? Porque não a encararmos como substância verdadeiramente, que precisa de ser moldada, esculpida, desconstruída e reconstruída, por nós com a presença indefectível do tempo; e sobre esse anátema que o tempo é, sugiro uma reflexão sobre o que ele Séneca nos diz na sua 1ª carta a Lucílio: “ (...) uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. (...) É um erro imaginar que a morte está à nossa frente: grande parte dela já pertence ao passado (...).” Ora, se adiarmos permanentemente certos compromissos só nos restará saborear o que nos parece agradável. As palavras sábias deste romano não soam a estranho, até compreendemos o registo e tem sentido, não obstante, esvanece-se pois é difícil serenar, contemplar e integrar verdadeiramente a mensagem; estamos tão ocupados em cumprir um fado, essa busca incessante do sucesso que nos esquecemos de sentir, pensar e agir por respeito ao que verdadeiramente desejamos.
Susana Diogo

domingo, 20 de julho de 2008

Com(passos)


Ballet... aqui... verdadeira consciência dos primeiros passos...

sexta-feira, 18 de julho de 2008